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segunda-feira, 19 de maio de 2014

London, London!


Uma deliciosa e didática colaboração da amiga Maria Inês Nahas, que morou um tempo em Londres, e que em muito ajuda a desvendar essa fascinante cidade. Dá até vontade de arrumar as malas e embarcar no primeiro avião, ao som dos Beatles ou Amy Whinehouse. Vamos lá?

DESLOCAMENTO: prefira sempre andar a pé ou de ônibus para curtir a cidade. Deixe o metrô para último caso: se for muito longe ou se sentir mais seguro, ou mesmo quiser conhecer as linhas que funcionam maravilhosamente bem. Mas tem muita gente, sempre, principalmente nas áreas centrais!

PARQUES: sugiro o clássico Hyde Park e, de lá, fazer uma visita ao Palácio de Buckingham (que é como um museu) e deve ser agendada antes. É possível comprar tickets pela internet para qualquer coisa, e é sempre mais barato. Mas, quem quiser apenas conhecer um parque, vá ao Regents Park que é maravilhoso, com jardins incríveis, teatro aberto, mil coisas, um show! É maravilhoso mesmo!

LUGARES:

Covent Garden é uma delícia, lindo, cheio de coisas prá se ver e comprar nas barracas e nas lojas lindas de morrer! E tem música na rua, uma espécie de “palhaços” fazendo graça, mágicas, acrobacias, cheio de jovens sentados no chão, se divertindo. Você vai amar!

St. Pancras Station: se você for viajar de Eurostar para qualquer lugar, certamente irá passar por lá. Caso contrário, vá conhecer a Estação assim mesmo porque ela é maravilhosa, uma arquitetura de cair o queixo. Além da beleza, você pode comer por lá e eu sugiro o “The Betjeman Arms” que é um pub/restaurante, e tem uma comida deliciosa, variada e muito bem preparada. Pouca gente sabe desse lugar. Não sei se será necessário, mas, se quiser, também pode reservar pela internet prá garantir um lugar, especialmente se for jantar, dependendo do dia. Aliás “Betjeman” é o nome do poeta que lutou e garantiu que St. Pancras fosse recuperada (existe uma estátua dele na estação - um gordinho olhando pro alto...). Na estação tem também o Hotel St Pancras que vale a pena conhecer. Lindo demais! E pode tomar alguma coisa no bar, sem problema algum, pois, em Londres, a gente entra em qualquer lugar, senta e curte, comendo ou não!

Picadilly: rua e lugares. É um show! É onde ficam as famosas Oxford Street e Regent Street. Se for fazer compras, em termos de calçados tem duas marcas que não temos no Brasil, e são fantásticas: Clarks (na Regents Street) e Camper em uma das laterais da Regents (sorry, não me lembro o nome). De toda forma, ambas ficam perto da Kipling e da Apple que você verá com certeza. Também na Oxford Street tem uma loja de coisas hiper-hiper baratas: é a Primark! Tem absolutamente tudo, tudo, tudo, baratissíssissimo!!! Comprei luvas de couro por duas libras e usei o inverno inteiro...

Mercado: meu favorito (embora não conheça todos) é o “Stables” (de estábulos mesmo) que fica em Camden. Se for de metrô, desça na estação de Camden Town e pergunte onde fica o “Stables”. Você terá que andar e, necessariamente, vai passar pelo Camden Market que é inacreditável! Esse lugar não há como descrever e é onde você irá encontrar aquilo tudo que a gente imagina de Londres: pessoas extravagantes, roupas, calçados e tudo mais incríveis, prá comprar ou só ver, curtir; lojas com decoração na rua, até chegar em “Stables” que é um mega mercado fechado e aberto ao mesmo tempo. É demais, demais, demais! Comidas, lugares, compras, pessoas de cabelo roxo, etc e tal... Eu adoro e levo todos os meus amigos lá! Mas é um lugar meio maluco. Conheço também Nothing Hill, mas, sinceramente, depois de Stables não achei que vale a pena...

MUSEUS:

Brithish Museum é absolutamente IMPERDÍVEL! É de arte, mas é de história, cultura, antropologia, principalmente! É do outro mundo!!! É meu lugar favorito, porque só de estar lá sinto um prazer inacreditável! Se você ainda não entrou na internet prá conhecê-lo, faça isto, pois vale a pena se preparar! Não dá prá comparar com nada que já tenha visto, pois o mundo todo está lá! Inclusive a Cleópatra!!! Vá com calma, com tempo... E tem também as compras maravilhosas (e caras), e um restaurante em cima que é uma delícia. Vá “apenas” na exposição permanente, que é de graça (todos os museus são gratuitos), pois, as temporárias são pagas e não acho que valha a pena prá quem está só “de passagem”. O British tem uma saída principal e outra lateral, que vai dar na Russel Square que é uma praça linda, e onde você poderá admirar o Russel Hotel e até entrar no “Royal Bar” prá tomar alguma coisa... só prá curtir!

Impossível deixar de ir à National Gallery que é um show! É de emocionar! Fiquei engasgada... Inclusive o quadro de girassóis mais famoso do Van Gogh está é lá, e não em Amsterdã. Fica na Trafalgar Square que também é de babar...

Victoria & Albert Museum popularmente conhecido como V&A (lindo demais! e muito diversificado) – é de artes plásticas e visuais,

Museu de História Natural (de cair o queixo). Ainda não fui ao de Ciência e Tecnologia, mas meu irmão foi e disse que é imperdível! Esses museus, V&A, História Natural e Ciências ficam todos na mesma região.

Tate Modern: arte moderna – IMPERDÍVEL! Veja na internet os horários das visitas guiadas que são maravilhosas! Tem para os quatro andares em horários diferentes.

London Eye e Aquário: ainda não fui à London Eye, mas fui ao mais novo edifício de Londres (The Shard) e vi a cidade do 78º. andar!!! Tem uns binóculos prá ver detalhes ... maravilha! Não tenho certeza, mas acho que quem vai à London Eye não precisa ir ao edifício... e é caro (25 libras pela internet e 30 se comprar na hora). Ao lado do London Eye tem, entre outras coisas, o Aquário de Londres que eu amo!

Parlamento, Big Ben e Westminster ficam na área do London Eye e Aquário, e são paradas obrigatórias...

St Paul’s Cathedral, Tower of London, London Bridge idem…

COMPRAS SOFISTICADAS

Selfridges: É o lugar dos cosméticos, perfumes e demais produtos de beleza dos grandes do mundo: “todo mundo” está lá!

Harrods: inacreditável. Os grandes estilistas do mundo têm ateliers lá. Os andares de mobiliários parecem museus. Vale a pena ir só prá olhar, como uma exposição de luxo e beleza; e tem tudo o que se pode imaginar! Ah! “praça de alimentação” é absolutamente “amazing”!

domingo, 18 de maio de 2014

A tecnologia a nosso favor

"Penso que as mulheres que viajam sozinhas podem estar bem acompanhadas por uma amiga invisível, prestativa, e incapaz de reclamar. O nome dela é tecnologia: um bom smartphone é um acessório indispensável para as viagens contemporâneas, desde que você queira explorar os recursos disponíveis no próprio aparelho ou aplicativos baixados da internet.
O Google Indoor Maps, recentemente lançado no Brasil, é uma das melhores ferramentas, pois ele acrescenta algo muito importante para além dos mapas de ruas e estradas tradicionais: mostra as plantas baixas de grandes construções como aeroportos, shoppings e estádios de futebol. Quem nunca vivenciou estar no aeroporto e não saber onde está o guichê da companhia aérea que vai viajar? Ou os portões de embarque? Os pontos de táxi? Os banheiros? O Google Indoor mostra o edifício por dentro, eis a grande vantagem. Além de pedir informações para alguém ou tentar encontrar placas de sinalização, você pode contar com esse serviço. Não é necessário baixar nenhum aplicativo, basta usar o Google Maps que vem na internet e ampliar a imagem do local que se deseja explorar. É possível ver o que há em cada piso por meio do alternador de andar, que fica no canto lateral direito da tela.
A orientação e dicas do Google Maps vão ainda além das plantas baixas dos prédios. Sabe aquela hora que você está com fome, no meio de uma cidade estrangeira e não sabe bem onde comer ou tomar um lanche? Basta escrever “restaurantes do Brooklin, New York” ou “cafés”. Aparecem as melhores opções das proximidades. Minha recomendação é que antes de viajar você deve se habituar com essa ferramenta. Experimente na sua própria cidade ou em alguma cidade do exterior que você conheça. Há tutoriais disponíveis no Google Maps -- vamos lá, viajantes, é hora de ampliar nosso mundo virtual. Os resultados, para o mundo real, compensam." (Olímpia Calmon)
 
*Países que dispõem do serviço: Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Alemanha, Hong Kong, Índia, Itália, Japão, Holanda, Rússia, Cingapura, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mundo, vasto mundo!


Piazza Armerina, na Sicília - Itália
Viajar sozinho não é uma coisa fácil, para homens ou mulheres: sair da rotina, enfrentar o desconhecido, a solidão de um hotel, muitas vezes a dificuldade da língua, não ter com quem compartilhar (no exato momento) uma emoção ou experiência. Para nós, mulheres, existe um problema a mais, que é a questão da segurança. Afinal, fisicamente, na grande maioria, somos mais frágeis. Mas, o que é a vida senão enfrentar desafios, superar barreiras e fazer o possível para ser feliz nesse tantinho de tempo que nos é dado viver? Então, lá vamos nós!
Em breve, o “nosso” blog mulheresqueviajamsozinhas completará 100 mil acessos. Isso quer dizer que, no mínimo, 100 mil mulheres, em todo o mundo, se viram diante da possibilidade de saírem por aí a passear, por conta própria, em todos os sentidos. Mulheres corajosas, enfrentando a resistência de pais, maridos, filhos, amigos, buscando conhecer além de seus próprios horizontes.

Não tenham dúvidas, somos (ou queremos ser) um tipo de mulher diferente. Outro dia, quando mencionei o blog ao final da minha prática de yoga, Lúcia, minha mestra, uma mulher que me parece especial, imediatamente associou o nome ao livro “Mulheres que correm com lobos”, da psicanalista e poetisa premiada americana (com descendência mexicana) Clarissa Pinkola Estés.

Através da interpretação de 19 lendas e histórias antigas, entre elas as de Barba-Azul, Patinho Feio, Sapatinhos Vermelhos e La Llorona, Clarissa procura identificar o arquétipo da “Mulher Selvagem” ou a essência da alma feminina, sua psique instintiva mais profunda. Ela propõe o resgate desse passado longínquo, como forma de atingir a verdadeira libertação. Atualmente, ela trabalha com famílias sobreviventes ao 11 de setembro, nas costas Leste e Oeste dos Estados Unidos.
Segundo a autora, "todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas."

Com muita dificuldade, pois não tenho nenhuma familiaridade com a linguagem psicanalítica e muito menos com a teoria junguiana,[i] consegui ler o livro, uma verdadeira viagem que, creio, muito ajudou nesse esforço de, literalmente, voar por esse vasto mundo


[i] Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica. Seu trabalho tem sido influente na psiquiatria e no estudo da religião, literatura e áreas afins (Wikpédia).

domingo, 4 de maio de 2014

Aprenda francês e vá para Paris


Para conhecer ou revisitar Paris não existe tempo ruim, mas, a primavera é especial.  E, para facilitar a vida das nossas “mulheres que viajam sozinhas”, aqui vai uma dica incrível (e imperdível), dada pela equipe do curso on line “FrancêsZero”, a qual  vou transcrever na íntegra:
Todos sabemos o quanto é difícil encontrar hotéis bons e baratos, principalmente em Paris. Para nossos fieis alunos, disponibilizamos a partir do mês de abril de 2014 um serviço de recepção e adaptação logo na chegada à cidade.

COMO FUNCIONA?
Para você que já tem sua passagem aérea, mas ainda não sabe onde ficar na Cidade Luz, o FrancêsZero propõe cinco dias de alojamento em Paris, hospedado pela Fernanda (a professora), em um apartamento pequeno mas aconchegante, muito bem localizado, perto de várias facilidades como metrô e supermercado. Nesses dias, além de serem acolhidos, vocês receberão dicas turísticas práticas, segredinhos sobre o país e a cidade e, para aqueles que pretendem morar por lá, ajuda com a adaptação e com a burocracia encontrada quando somos estrangeiros. Para aqueles que já conhecem a cidade e querem apenas um lugar para ficar sem hora de check-in e check-out e com a possibilidade de degustar produtos franceses "à la maison", nous vous attendons aussi!

COMO FAZER?

Envie-nos um e-mail (contato@franceszero.com.br) com seus planos e datas para entrarmos em contato e propormos, como sempre, um serviço VIP, adaptado a cada pessoa. Nous vous attendons nombreux!

Obs: o curso é ótimo!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ecco la Sicilia!


- Você vai para aquela ilha?

Em Palermo, a herança árabe presente em toda parte

Essa foi a reação de minha mãe, 94 anos, animada pelas fantasias que afloraram à sua memória, quando eu lhe disse que estava indo para a Sicilia, na Itália. Fantasias perpetuadas graças à genialidade do cinema, sempre associadas ao poderoso D. Corleone, o “Chefão”, imortalizado pelo talento de Marlon Brando. Num primeiro momento, ela se esqueceu de que a mesma Sicilia também serviu para que o cinema, melhor dizendo, Luchino Visconti, fosse motivado a realizar o seu premiado “O Leopardo” (vencedor da Palma de Ouro em Cannes, em 1963), com um elenco de primeira linha, que inclui Burt Lancaster, Alain Delon e Claudia Cardinale entre outros. Trata-se de uma adaptação do romance homônimo de Giuseppe Tomasi di Lampedusa.[i]


Um templo dórico em Marsala,
Associar a Sicilia com a máfia é puro preconceito ou desconhecimento do que é o lugar. Eu fui para a Sicilia bastante influenciada por um amigo italiano, que já viajou por toda a Itália, e que, ao voltar da ilha, me assegurou que, de todas as regiões, a mais linda era aquela. Inclusive mais bonita do que a Toscana, por certa sofisticação. Outros amigos, também italianos, reforçaram: a comida é fantástica, os doces são maravilhosos, a começar pelos famosos “canoles”, o azeite, as frutas, as amêndoas e os vinhos, tudo é muito bom. E, para completar, a mulher de um deles me confidenciou: os homens são muito belos.


um teatro grego em Siracusa
Pois bem, tudo isso são apenas as cerejas do bolo, pois o que realmente é fascinante na Sicilia, berço da civilização, é a sua história e cultura que remontam a muitos séculos antes de Cristo. Naquela ilha, apesar dos terremotos e erupções vulcânicas, se encontra um dos maiores patrimônios arqueológicos do mundo. Quando postei uma foto no Facebook, amigos pensaram que eu estava na Grécia ou no Egito.



Uma vila romana, 

Para ver tudo isso, eu teria que, praticamente, contornar a ilha situada bem na ponta da “bota” da Itália (a um quilômetro e meio de distância da região da Calábria) e o Norte da África (Marrocos e Tunísia). E como iria viajar sozinha, não dirijo, não falo italiano (apenas consigo me comunicar)[ii], aliado ao fato de as cidades não serem interligadas por trens e o serviço de ônibus ser de má qualidade, resolvi comprar um “pacote” chamado “Sicília Clássica”. A excursão permitiu-me rodar a ilha toda, inclusive chegar ao pé do vulcão Etna.[iii] Incluíram-me em um grupo de língua espanhola, basicamente formado por argentinos e espanhóis. Somente eu e uma portuguesa éramos as exceções. 
O mar mediterrâneo
O tempo foi curto para o “tamanho” da viagem. Em muitas localidades, como Palermo, Siracusa e Cefalu, o visitante sente que teria que permanecer por mais tempo. É quase uma maratona, pois, em poucos dias, visitamos Palermo, Monreale, Segesta, Marsala, Selinunte, Agrigento, Catania, Noto, Siracusa, Etna, Taormina, Messina e Cefalu. Se eu fosse fazer a viagem novamente, chegaria com pelo menos dois dias de antecedência a Palermo.[iv]

O volume de informações que a gente recebe é muito grande. Por uma sorte incrível, a guia que nos coube foi a competentíssima Claudia Di Iorio, uma italiana que fala um espanhol perfeito e tem profundo conhecimento da complicada temática da nossa excursão. A gente se comoveu com a grandiosidade do trabalho em mosaico na Catedral de Monreale, com as visitas a templos Dóricos, a Vila Romana del Casale[v] , o Barroco Siciliano de Noto e com a dimensão de nossa fragilidade ao nos postarmos aos pés de um vulcão ativo, e com muitíssimas outras coisas. Acho que o tempo maior de viagem em ônibus, entre uma cidade e outra, percorrendo estradas perfeitas (indescritíveis) foi de duas horas. A gente nem as via passar, pois Cláudia se incumbia de nos distrair com suas histórias (históricas ou não).

a cultura e a sofisticação de Palermo:
o tempo foi curto
Enfim, o que eu poderia dizer para as mulheres que viajam sozinhas e a quem mais interessar, é que a Sicilia é uma lindíssima região da Itália onde a crise não se percebe. Explicaram-me que é porque a economia da ilha se baseia na agricultura de base, e que exporta inúmeros produtos para o restante do País. É um lugar seguro, as pessoas são gentis, os homens realmente são belos, tudo isso sem falar no azul do mar: vale a pena conferir.[vi]







[i] Uma ótima dica de leitura ou DVD para quem pretende ir para a Sicilia. O filme é ambientado no final do século XIX. Outra dica é o livro “Um Sultão em Palermo”, de Tarik Ali.
[ii] Mesmo que soubesse falar, isso não resolveria muita coisa, sobretudo no interior, pois eles falam um dialeto completamente ininteligível para os próprios italianos.
[iii] Trata-se de um roteiro histórico, com predominância para as descobertas arqueológicas das antigas civilizaçãos (greco/romanas e árabes) e medievais.
[iv] Não fique menos de três dias.
[v] Luxuosa moradia e importante exemplo da época romana e onde se pode admirar os preciosos mosaicos que representam os usos e os costumes daquele tempo.
[vi] Não acho, contudo, que seja um “pacote” para mulheres de mais idade, pois trocamos muito de hotéis e, no caso de grupos, não podemos contar com ninguém para nos ajudar com as malas, mesmo que sejam de rodinhas. É cada um por si. Além do mais, algumas das visitas programadas incluem caminhadas por lugares íngremes e pedregosos, possibilitando o risco de quedas.



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Aeroportos, o terror de uma viajante solitária.


O Aeroporto é o primeiro desafio, não apenas para uma mulher que viaja sozinha, principalmente para quem vai para fora do País. De repente, você aporta em um lugar completamente estranho, com dificuldade para falar a língua e/ou entender a sinalização, e aí? Se der um princípio de pânico, não se preocupe: é comum. E é por isso que vou lhes dar algumas dicas.

1- Se estiver viajando de férias, para relaxar, e não a negócios, altere a data da viagem, se for necessária uma conexão com menos de três horas de diferença entre o horário da chegada e o da partida seguinte. Talvez você tenha que apanhar a bagagem na esteira, entender a sinalização do aeroporto, passar pela alfândega, dar uma olhadinha no freeshop, coisas que podem consumir algum tempo.

O Aeroporto de Orly, pequeno e fácil de se locomover
 Minha amiga jornalista, Léa Penteado, diz que em Telaviv (Israel) eles pedem que o passageiro chegue com no mínimo três horas de antecedência, tal a minuciosidade na identificação e revista dos passageiros e suas respectivas bagagens, por motivos óbvios. Em Lisboa, se você não é um passageiro da comunidade europeia, provavelmente vai ter que enfrentar uma fila quilométrica na chegada e na saída. Eu nunca fiz conexão em Madri, mas alguns amigos me disseram que o aeroporto é muito complicado, assim como o Charles De Gaule, em Paris. Parece que em Berlim também não é muito fácil. Já em Roma, nunca tive problemas com aquele enorme aeroporto. A sua sinalização nos informa, inclusive, o tempo de duração de uma caminhada até determinado lugar.

2- Ao pisar em um aeroporto, se você está com tempo, em vez de sair correndo atrás dos outros, muita calma nessa hora: situe-se, identifique em qual nível ou plataforma está, olhe o placar com as informações sobre os horários dos voos e, então, comece o seu périplo, arrastando sua bagagem. Se estiver no aeroporto de Lisboa (que ficou enorme, depois da reforma), só peça informação em caso extremo, para não passar raiva. Eles vão dizer para você olhar nos placares ou procurar um guichê de informações (se alguém souber onde fica, por favor, me diga para que eu possa compartilhar).

3- A gente sabe que vários aeroportos, como o JFK, em Nova York, possuem conexão direta com linhas de metrô ou ônibus que lhe deixam em pontos estratégicos da cidade. Mas, se você é marinheiro de primeira viagem, não se arrisque. Já que está gastando, peça na sua agência de viagens um transfer de ida e volta para o Aeroporto. Nada melhor do que sair do portão de desembarque e ver alguém com uma plaquinha com seu nome, te esperando, e que vai lhe deixar direitinho no endereço certo, além de lhe ajudar com a bagagem. Comigo nunca falhou.

4- Por falar em bagagem, não tente utilizar aquele “jeitinho brasileiro” com relação ao peso da bagagem de mão, àquilo que pode ou não ser transportado, produtos proibidos de um país para outro. Eu tenho visto muita gente sendo obrigada a abrir suas malas na frente de todo mundo para acomodar o excesso da bagagem de mão, ou tendo produtos e objetos sendo recolhidos. Mico! Os equipamentos de raio X, hoje em dia, detectam tudo. É bom lembrar que, em caso de viagem ao exterior, você vai ter que passar pela fiscalização sem as botas, chapéus, echarpes, óculos escuros, lenços na cabeça, etc. Antes de se irritar, entenda que tudo isso é para a nossa própria segurança. Existem sapatos que possuem um metal no salto e podem acionar o alarme: não se preocupe, tire-os e passe elegantemente.

5- Finalmente, se possível, evite os aeroportos muito distantes, sobretudo se tiver que sair pela manhã do hotel, ou melhor, de madrugada. No caso de Paris, por exemplo, sempre opte pelo aeroporto de Orly.

6- Já ia me esquecendo: cuidado com essa mania de registrar tudo, postar cada momento de sua viagem. Em determinados lugares, você poderá se envolver em uma encrenca séria ao fotografar aeroportos ou aviões. Com segurança não se brinca, aquele trágico 11 de setembro não será jamais esquecido.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

À toa e sem culpa


Recentemente, uma seguidora do Blog lembrou-me de que desde maio passado eu não havia postado nenhum texto. É verdade, a última viagem que fiz foi à Patagônia, em novembro de 2012. Desde então, me mantenho estacionada em uma longa viagem, que se renova a cada dia, em um pequeno povoado, ao sul da Bahia, à beira mar. Apesar de meus amigos não acreditarem, eu vim sozinha e nessa condição permaneço. É que quando eu comuniquei a decisão de me estabelecer aqui, eles logo pensaram que a motivação seria algum possível “namorado”.

Encontrei paz e novas amizades
Eu havia viajado para cá algumas vezes e amei o lugar[i], fiz novas amizades, sempre que podia voltava, até que me aposentei. Foi quando percebi que na grande cidade, fora da minha rotina de trabalho, da relação social que esse trabalho proporciona, eu ficava mais solitária do que em um lugar pequeno, onde todos se conhecem, muitos estão na mesma situação (longe de suas cidades e parentes) e, obviamente, a gente gasta muito menos.

Aluguei uma casa deliciosa, com jardim e quintal (onde plantei uma horta), estou criando um gatinho (presente de uma amiga), me locomovo em uma bike, ou melhor, em um triciclo, leio, escrevo, caminho pela praia e tomo banhos de mar. Uma amiga conseguiu um projetor e promove sessões de cinema em seu jardim; quando quero conversar, encontro as pessoas em algum bar ou restaurante.

Uma vez por mês (aproveitando alguma promoção de passagem aérea) vou a Belo Horizonte me “atualizar” e visitar a família, ou quando consigo algum trabalho temporário. Enfim, a essas alturas de minha vida, me dei de presente um “ano sabático”[ii], para ficar à toa, e sem culpa. Quem me conhece, por unanimidade, diz que eu estou muito bem, mas, o importante é que eu estou me sentindo muito bem e, para não perder o costume de viajar sozinha, em breve vou para a Sicília (na Itália).

                                                     

 

 

 



[i] Ver postagem sobre Santo André, na Bahia.
[ii] Expressão usada para se referir ao ano que uma pessoa tira sem trabalhar, especialmente no mundo acadêmico,

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Embarque tranquila nessa viagem


Recentemente, recebi o e:mail (ou melhor, vários) de uma moça que se preparava para a primeira viagem solo. Ela estava bastante ansiosa, certa de que esqueceria alguma coisa de que fosse precisar. De nada adiantou eu sugerir que ela lesse o post com as dicas para que não se esquecesse de nada, pois a viajante não se acalmava e me perguntava: isso é normal?

Sim, isso é normal. Algumas pessoas, viajando sozinhas ou não, costumam desenvolver o stress pré viagem, sendo os sintomas mais frequentes o medo de esquecer alguma coisa importante, o medo de que alguma coisa ruim aconteça com seus familiares, o medo do avião cair, de se perder em alguma cidade desconhecida, de ser roubada, enfim, de que alguma coisa não dê certo.

Comigo isso também acontecia até o dia em que descobri que grande parte da minha tensão tinha origem na “culpa”, como se eu não merecesse proporcionar a mim mesma momentos de felicidade, que eu teria que pagar um preço por estar me divertindo e outros não. Só isso daria panos para mangas para um terapeuta, mas eu decidi enfrentar a situação por conta própria.

A primeira coisa que fiz foi começar a “viajar” bem antes do embarque, arrumando devagar a bagagem, lendo sobre os locais a serem viajados, conversando e pegando dicas com pessoas que já tinham feito o mesmo roteiro que eu pretendia fazer. Mas, o que mais acalma minha ansiedade são os aeroportos. São neles que minha viagem solitária começa. Chego com bastante antecedência, faço o check in com calma, percorro as lojas (eventualmente até compro alguma coisa), faço um lanche, tomo um café, folheio uma revista e, nesse processo, vou me desvencilhando da rotina que estou deixando, vou me encontrando comigo mesma e, quando vejo, lá estou eu tranquila, embarcando para qualquer lugar.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bons motivos para comemorar


Olá amigas (e amigos também)

Talvez os resultados, em se tratando desse mundo virtual, não sejam considerados relevantes: 70 seguidores e quase 50 mil acessos, no mundo inteiro, em cerca de dois anos. Mas, para mim é muito! Muito mais do que eu esperava quando, timidamente, resolvi criar o blog mulherqueviajasozinha, com a ajuda de um estagiário, pois não tinha a menor ideia de como fazê-lo.

Vocês não imaginam a alegria que me dá quando abro minha correspondência eletrônica e lá encontro um e:mail relacionado ao Blog. Até hoje, nunca recebi qualquer mensagem agressiva, negativa. A maioria são de mulheres dispostas a enfrentar suas viagens, realizar sonhos, mesmo que sozinhas, para as quais o Blog foi um impulso. Yes, we can!

Outra coisa muito legal foi conhecer algumas de nossas seguidoras que, por coincidência, estavam no mesmo local que eu - no caso, a Vila de Santo André, na Bahia, onde tenho estado com frequência. Todas gostaram e uma delas até convenceu o marido a ir encontrar-se com ela. Posso apostar que ele a encontrou mais bela e segura.

Eu queria poder viajar mais, percorrer outras partes do mundo: não conheço nada da África, da Ásia, ou do conturbado mundo árabe. Mas, também, cheguei a uma idade em que aprendi que não é preciso ter tudo, ver tudo: o importante é procurar estar bem em tudo. Sendo assim, vou me permitir rever, quantas vezes possíveis, os lugares onde estive bem.

Uma coisa que gostaria muito (e que ainda não aconteceu) é que as pessoas, amigas, seguidoras também relatassem suas experiências, partilhassem dicas, tivessem no Blog um espaço de convivência, que contribuísse para superar as minhas limitações e possibilidades de viajar. Não se preocupem com o texto, pois, se for o caso, eu dou uma ajeitadinha. Enfim, vamos nessa!

Agradeço de coração a todos que enviaram seus comentários e mil desculpas àqueles aos quais eu não consegui responder. Proximamente, pretendo postar um texto sobre minha cidade (uma delas), que é Belo Horizonte. Agora que estou mais distante, posso vê-la melhor, com bons olhos.

Um abraço fraterno,

Giselle Nogueira

domingo, 25 de novembro de 2012

As terras geladas da Patagônia

 Aqui é a terra do fim do mundo


Acabo de voltar de uma viagem à Patagônia argentina, mais especificamente a Ushuaia e a Calafate, nas províncias de Terra do Fogo e Santa Cruz, respectivamente. Pela primeira vez vou tentar escrever uma versão também em espanhol, melhor dizendo “portunhol”, atendendo às solicitações de minhas novas amigas argentinas (Cristina e Elizabeth – mãe e filha) e espanholas (Graciela e Alícia – irmãs) que conheci durante os passeios. Espero que elas e outras compreendam.

Essa foi uma viagem para a qual há mais de vinte anos eu me preparava, quando ainda não tinha dinheiro nem coragem para fazê-lo sozinha. Minha mãe, quando esteve na Rússia, chegou a trazer um lindo gorro preto, de pelo (usado agora, pela primeira vez), e também um xale comprido de lã, muito leve, mas que esquenta muito. De repente, há coisa de dois ou três meses, consultando alguns guias turísticos, ouvindo relatos de pessoas conhecidas, decidi que a hora era agora.

E o que dizer da viagem? Isso é quase impossível. Dizer que vi lugares e coisas maravilhosas, é pouco. Uma experiência mágica, transcendental, dizem alguns. Eu, não tenho palavras. Às vezes, diante de um enorme glacial, eu me sentia, realmente, frente ao altar de Deus, muito pequena diante desse nosso velho mundo.

Como eu intuía, foi uma viagem absolutamente tranquila e segura. Contratei os traslados do aeroporto ao hotel (e vice versa) em Buenos Aires e, tanto em Ushuaia quanto em Calafate, as empresas que nos recebem montam grupos fixos, de acordo com a localização dos hotéis, de forma que, no primeiro passeio, você já tem a oportunidade de se enturmar (ou não).

Um senão importantíssimo: os preços na Argentina estão proibitivos, mesmo para países cujas moedas estão mais valorizadas, como o Brasil. A velha rua Florida, em Buenos Aires, já não é mais aquela... Para se ter uma idéia, o preço médio de um cafezinho varia entre 13 e 16 pesos (R$6,50 a R$8,00), o mínimo que você pagará por uma latinha de cerveja é R$10,00. A entrada em um museu, sem nenhum dos recursos atualmente utilizados, me custou 90 pesos (R$45,00), um passeio, de meio dia, pelos glaciares, 800,00 pesos (R$400,00). Fazendo meus cálculos, eu conclui que, no caso dos brasileiros, é preferível comprar dólares no Brasil e trocar por pesos na Argentina (a, no mínimo, cinco por um); comprar os pesos no câmbio oficial ou pagar no cartão. Levar reais para trocar lá, não foi uma boa.

Ushuaia ou baía profunda
O porto, no Canal de Beagle

Minha viagem começou por Buenos Aires, o que não é necessário, pois, é possível viajar diretamente para Ushuaia, na Terra do Fogo, uma ilha que tem de um lado o Oceano Pacífico, do outro o Oceano Atlântico, ao Norte o Estreito de Magalhães[i] e ao Sul o Canal de Beagle[ii]. Acho que foi Charles Darwin, que alí se empenhou no desenvolvimento da sua teoria da evolução da espécie, quem alcunhou aquele local de “terra do fim do mundo”.

Cartaz dos aeroportuários do Atlântico Sul
Capital da província de Tierra del Fuego, Ushuaia é também considerada pelos argentinos como a capital das Ihas Malvinas. Seu nome, na linguagem dos habitantes primitivos, quer dizer “baía profunda”. Estima-se a região foi ocupada pelo homem há mais de 10.000 anos, e foi colonizada por europeus a partir de meados do século XIX, os quais instalaram missões para a catequização dos indígenas.

O crescimento da cidade se deu lentamente, a partir de 1902, quando foi iniciada a construção de um grande presídio, fato este que marcou muito a história do local. O presídio funcionou até 1947, quando foi fechado pelo presidente Juan Domingo Peron. Atualmente, a edificação abriga o Museu Marítimo e Ushuiaia, a cidade mais austral do mundo, ou a cidade do fim do mundo, é um importante centro turístico, responsável por uma significativa entrada de divisas para o País, pois recebe turistas de toda parte.

Uma filhore de lobo marinho faz pose 
Cormoranes, os pinguins que voam


No inverno, é possível a prática de esportes típicos da estação, como esqui, mas, em qualquer tempo, três passeios são indispensáveis: uma turnê pelas montanhas, chegando até ao lago Fagnano, avistando os Andes, no Chile; um passeio de barco pelo Canal Beagle, para conhecer as ilhas dos lobos (ou leões) marinhos e dos passáros, com seus pinguins e cormorões, e, finalmente, ao Parque Nacional. Nesse último caso, se for durante a primavera ou verão, dispense o “trenzinho” e faça caminhadas pelos lindos bosques, em contato direto com a vegetação e fauna da região: você não vai se arrepender. E respire! Encha seus pulmões com aquele ar puríssimo e frio e sinta a vida a lhe correr pelo sangue.

El Calafate, entre o gelo e as estepes

Cidade construída às margens do lindo e imenso Lago Argentino
El Calafate é uma pequena cidade localizada na província de Santa Cruz, próxima à fronteira com o Chile, com aproximadamente 5.500 habitantes, distante cerca de 270 Km de sua capital, Rio Gallegos, construída às margens do Lago Argentino. Em termos de história, o que se pode dizer é que está em uma região tradicionalmente ocupada por grandes estâncias, sobretudo de proprietários ingleses, dedicadas à criação de ovelhas. Foi também uma região marcada pela prospecção de petróleo, o que hoje não é mais permitido. A minha primeira impressão de El Calafate foi a de que se tratava de uma cidade cenográfica, tudo certinho, com apenas uma longa avenida dedicada aos bares, restaurantes e comércio.
O Glaciar Perito Moreno com mais de 60m.de altura sob o nível
do lago e 5km de extensão
A maior atração é o extraordinário Parque Nacional dos Glaciares, fundado em 1937 e declarado patrimônio da humanidade pela Unesco, em 1981. Possui extensão de 725 mil hectares. Nele se localizam os glaciares Perito Moreno, Upsala, O'nelli, Spegazzinni, entre outros. São imponentes sentinelas de neve depositados por séculos em suas origens, no alto da cordilheira dos Andes. Descem por extensões que chegam a 170 km. São formados basicamente de neve compactada, possuindo milhares de nuances do branco ao azul. Na sua maioria, terminam no lago Argentino, onde se fragmentam desde farelo de gelo a grandes icebergs, descendo lentamente pelo leito do lago até seu derretimento. Os glaciares movem-se até um metro por dia, atritando-se violentamente com o terreno, moldando-o e lançando no lago sedimentos finíssimos, que ficam em suspensão na água, formando o leite dos glaciares. [iii]

Próximo aos glaciares, a temperatura vai
abaixo de zero
Em qualquer época faz frio


Ushuaia tem um clima frio e úmido com bastante vento durante todo o ano. No inverno, que vai de junho a outubro, a temperatura varia de -6º C e 4º C e, no centro de Ski Cerro Castor a temperatura pode chegar a -15ºC. Entre os meses de outubro e março, a temperatura está mais quente e agradável, com temperatura média de 10oC. Nesta época, os dias ficam mais longos, com duração de até 18 horas. Esse período é ideal para se realizar trekkings e passeios de barco.  A pinguineira pode ser visitada entre os meses de dezembro e fevereiro, quando são registradas temperaturas que variam de 6ºC a 18ºC.[iv]El Calafate possui clima frio, com média anual de sete graus, temperaturas máximas por volta dos treze graus e mínimas por volta dos dez abaixo de zero.

Como vocês podem constatar, mesmo viajando no mês de novembro, eu peguei muito frio, sobretudo nos passeios de barco. O vento, quando a embarcação se aproxima dos icebergs ou glaciares, é literalmente gelado: queima o rosto e as mãos. Portanto, algumas dicas  específicas para o frio, para que a mala não fique muito pesada, em uma viagem pequena, em torno de oito dias (o importante é saber combinar tudo, dando maior versatilidade às roupas):[v]

1-      Para os pés: uma bota apropriada para andar na neve ou na chuva, impermeavel, forrada de lã[vi], três meias de algodão, uma palmilha de pele, um tênis de cano alto.

2-      Para as pernas: dois fusôs de malha grossa, uma meia calça grossa.

3-      Para o corpo: três blusas quentes, de manga comprida; dois xales de lã[vii], um chachecol, um casaco alcochoado ou similar (impermeável), tipo corta vento, um sweter de lã grossa, um casaco de cashemire.

4-      Para a cabeça: dois gorros de lã.

5-      Para as mãos: um par de luvas de lã ou couro.

6-      Um kit de roupa térmica: calças, blusa e luva[viii]
 
Minhas amigas amigas espenholas (Alícia e Graciela), seguiram de El Calafate para Bariloche e, de lá, iniciaram a aventura de chegar à Patagônia Chilena, atravessando os Andes em quatro ônibus e três barcos. Quando obtiver as informções que solicitei a elas, vou postar, pois, sei, é um passeio também fantástico.



[i] A primeira viagem documentada do homem branco ao extremo sul do continente americano foi realizada por Fernão de Magalhães em 1520, embora já tenha sido sugerido que o europeu já conhecia a região antes disso. De qualquer maneira, foi Magalhães quem deu o nome de Terra do Fogo à região, tendo avistado fogueiras acesas pelos índios nas margens do estreito que hoje leva seu nome. Wikpédia.
[ii] O canal deve seu nome ao navio britânico HMS Beagle, que fez parte de duas missões hidrográficas nas costas meridionais da América do Sul no início do século XIX, levando a bordo no naturalista Cherles Darwin. Trata-se de um estreito que separa as ilhas do arquipélago da Terra do Fogo, no extremo sul da América do Sul, e também o Chile da Argentina. Tem aproximadamente 240 km de comprimento, e sua largura mínima é de cerca de 5 km.
[iii] Wikpédia.
[iv] www.adventureclub.com.br.
[v] No meu caso, levei uma mala pequena, uma mochila pequena (na qual coloquei o casaco alcochoado e as botas, notebook, câmara fotográfica, etc.) e uma bolsa de mão.
[vi] Comprei uma bota de cano baixo, masculina, um número maior, por um preço ótimo, em uma loja que vende acessórios para montaria e hipismo.
[vii] Os xales protegem as costas e também o pescoço.
[viii] Essas roupas absorvem o suor, não ficam com  cheiro (podem ser usadas por até uma semana)  e devem ser usadas por baixo da roupa usual. Ao contrário, as segundas-pele ou meias de nylon, vão fazer que você se sinta gelada pelo suor. Você pode compra-las em lojas especializadas em esportes de inverno.