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domingo, 12 de agosto de 2012

Não se assuste se o belo for insuportável

Síndrome de Stendhal: é possível que muitas de vocês não saibam do que se trata, mas, é importante que reconheçam seus sintomas, principalmente se estiverem viajando sozinhas, para que não fiquem assustadas.
Eu tive duas crises, na primeira vez que viajei à Itália, em Florença e Milão, ao visitar os imponentes Duomos  (catedrais) de ambas as cidades. Nas duas ocasiões, senti taquicardia, tonteiras, boca seca, enfim, um tremendo mal estar. Cheguei a pensar que estava enfartando. Porém, por incrível que pareça, logo que eu me afastava dos locais, tais sintomas desapareciam. Ao regressar ao Brasil, por coincidência, assisti na televisão ao filme de Dario Argento, “Síndrome de Stendhal” (1996), e, só então, fui entender o que havia acontecido comigo.
De acordo com a Wikipédia,  Síndrome de Stendhal é uma doença psicossomática bastante rara, caracterizada por aceleração do ritmo cardíaco, vertigens, falta de ar e mesmo alucinações, decorrentes do excesso de exposição da pessoa a obras de arte, sobretudo em espaços fechados. O nome da síndrome se deve ao escritor francês Stendhal que, tendo sido acometido dessa perturbação, em 1817, quando visitava Florença, fez a primeira descrição detalhada dos seus sintomas os quais, em alguns casos, se assemelha ao pânico.
O maravilhoso Duomo de Milano
Em 1989, a psiquiatra italiana Graziella Magherini, após catalogar 106 casos de pacientes (todos eles em viagem à Florença pela primeira vez), no serviço de saúde mental do Hospital de Santa Maria Nova (Florença), descreveu e nomeou esta síndrome que acomete aqueles mais sensibilizados pela arte. É o belo insuportável, como descrevem alguns psicanalistas, como Contardo Calligaris, para quem a Síndrome consiste em reagir com emoções “excessivamente” fortes diante das obras de artes e de sua beleza.
Para um dos mais conhecidos profissionais ligados ao campo do esoterismo de Milão, contudo, as pessoas reagem dessa forma quando visitam lugares onde estiveram em vidas passadas. Da minha parte, eu acredito em tudo.