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domingo, 1 de maio de 2011

I- Só e muito bem acompanhada

um guia bem prático para a mulher que vai viajar sozinha,
um espaço para partilhar dicas e experiências
      
Os primeiros passos 
           Antes mesmo de começar a sonhar com a viagem, dê uma checada nas finanças, pois, viajar só fica um pouco mais caro do que viajar acompanhada, sobretudo por causa das despesas com hospedagem, táxis e refeições. Aqui, nesse último caso, uma primeira dica que vale para qualquer lugar do mundo, em qualquer restaurante: se não conseguir tomar uma garrafa de vinho toda, não se envergonhe, peça ao garçom para acondicionar o restante e leve-o com você para o hotel.
O ideal é que este planejamento comece com uns dois meses de antecedência, no mínimo, com você já raciocinando em dólar ou euro, caso faça a opção de viajar para o exterior. Se for viajar em períodos de alta estação, esse planejamento deve começar mais cedo. Mas, antes, faça uma espécie de checkup médico, incluindo uma ida ao dentista, para se certificar de que está tudo bem com a saúde. É sempre melhor se prevenir.

No exterior
Se você está sozinha, a melhor opção é mesmo viajar para o exterior, principalmente para a Europa, onde é sempre possível encontrar outras mulheres na mesma situação, com a possibilidade, até, de se estabelecer uma amizade momentânea. Conheci uma paulista em uma pousada em Veneza, uma argentina em um trem indo de Barcelona para Milão, uma peruana em um city tour em Roma e, recentemente, uma tailandesa em Madri. Isso é muito bom, pois, além da troca de experiências, alivia um pouco uma eventual sensação de solidão. Os homens raramente viajam sozinhos, a não ser a negócios ou estudo.
No mais, compre um dicionário de bolso com a língua do país que irá visitar (daqueles que já possuem uma série de frases prontas para você se virar melhor no táxi, nos restaurantes e lojas), e dê uma reforçada no inglês, tomando algumas aulas de conversação. Isso vai ajudar muito na comunicação.
Compre também um caderno ou agenda para anotar todos os detalhes dessa inesquecível experiência, caso você não possua um daqueles aparelhinhos eletrônicos "smarts", modernos e minúsculos, que só faltam falar (será?). Faça uma espécie de “diário de bordo” para não esquecer nada do que viu ou vivenciou. Quando voltar, terá muitas histórias para contar.
Uma sugestão é começar por Portugal que é um país lindo, onde a gente está sempre esbarrando com a nossa própria história, raízes e cultura. Estar na Europa, falando português, é tudo de bom! E é uma boa oportunidade para ir adquirindo segurança para seguir viagem para um outro país, de preferência em um daqueles românticos (e atualmente caros) trens noturnos (é possível comprar as passagens aqui mesmo do Brasil). Uma dica é ir pela TAP, no vôo direto que sai de BH. A passagem lhe dá direito a um trecho interno, para qualquer outra localidade na Europa. Como a TAM é parceira da TAP, os trechos contam pontos no cartão Fidelidade.

Opções
Se estiver sozinha, evite as praias muito isoladas
Mas, se sua opção é viajar pelo Brasil, fora de temporada, fuja das praias paradisíacas e isoladas das pequenas cidades, porque, mesmo se estiver em um resort, o risco de ficar realmente isolada é grande. No segundo dia já estará querendo voltar. Além do mais, caminhar sozinha por uma praia deserta, nos dias atuais, não é nem um pouco recomendável. É muito romântico para casais em lua de mel.
Um outro senão, se ficar muito isolada, é que você não vai se desligar. Na falta do que fazer, ficará telefonando para casa e para os amigos, até para o trabalho, vai consumir um bom tempo na Internet, enfim, não vale a pena. Se o seu caso for mesmo ir para o litoral, dê preferência para as capitais, mas, antes, se certifique sobre as condições do tempo na região a ser visitada. Entre maio e julho, por exemplo, costuma chover bastante no Nordeste. No Sul chove e faz muito frio.

E:mail gnogueirabh@yahoo.com.br

8 comentários:

  1. Tive minha primeira experiencia viajando sozinha este mes (03/12). Roma, Paris e Amsterdan. Foi libertador saber que posso ir a qualquer lugar e curtir sem ter alguem por perto. Voltei mais confiante... Minha dica e: pesquisar e planejar muito antes de arrumar as malas. No mais aproveite para se conhecer e viver as diferencas!

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    1. Oi!
      Estou pleanejando viajar sozinha para exatamente esses mesmos lugares!
      Queria saber como foi e se vc pode me dar umas dicas????
      Abraço,

      bruna

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  2. Concordo totalmente com o comentário: "se ficar muito isolada, é que você não vai se desligar. Na falta do que fazer, ficará telefonando para casa e para os amigos, até para o trabalho, vai consumir um bom tempo na Internet".

    O ideal - penso eu - poderia ser um programa de ir sozinha mas para algum curso (não de lingua, onde a tendencia é para gente muito jovem, financiada pelos pais), talvez de algo que interesse a cada uma. Alguém já experimentou isso?

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    1. Concordo com você, caso você tenha disponibilidade de tempo de permanecer um tempo maior no lugar. Acho que existem intercâmbio de línguas para adultos, pois uma amiga minha ficou dois ou três meses em Londres estudando Inglês. De qualquer forma, você deu uma ótima dica para uma nova postagem: vou fazer uma pesquisa para poder das informações mais seguras.
      Um abraço,
      Giselle

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    2. A pessoa acima está certíssima. Fiz uma viagem para fazer um curso de inglês , porém, os alunos são muito jovens, todos financiados pelos pais. Acaba sendo chatíssimo. Gostaria de saber se existe algum curso de línguas que aceite apenas adultos. Se souberem, dê a dica!...

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  3. olá, estou me preparando para minha primeira viagem sozinha que desejo a tanto tempo, gostaria de dicas de locais no Brasil, tenho 46 anos e uma vontade enorme de conhecer novos lugares e pessoas.

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  4. Oi, Giselle
    Posso contar aqui minha experiência como estudante de intercâmbio aos 47 aninhos!! Estudava na Cultura Inglesa na época, 2008, e fiquei horrorizada quando me convidaram para viajar com um bando de adolescentes. Mas acabei aceitando! Fui para Nova Zelândia e amei. Ainda tive o privilégio de ter como companheira de quarto a professora do curso que tinha na época 60 anos. Todos sabem que lá é a terra dos esportes radicais? Pois é. Fiz quase todos: menos o skydive e o bungee jump. Muita loucura! Mas entrei em cavernas, fiz jeet boat, fui ver os gases, subi vulcões. Inesquecível!!! Porém, é o tipo de lugar que eu não voltaria. Muiiiiiiiito longe!
    Abraços,
    Cristina

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  5. OLá, Gisele!
    Vc tem dicas para a Toscana?

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