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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

À toa e sem culpa


Recentemente, uma seguidora do Blog lembrou-me de que desde maio passado eu não havia postado nenhum texto. É verdade, a última viagem que fiz foi à Patagônia, em novembro de 2012. Desde então, me mantenho estacionada em uma longa viagem, que se renova a cada dia, em um pequeno povoado, ao sul da Bahia, à beira mar. Apesar de meus amigos não acreditarem, eu vim sozinha e nessa condição permaneço. É que quando eu comuniquei a decisão de me estabelecer aqui, eles logo pensaram que a motivação seria algum possível “namorado”.

Encontrei paz e novas amizades
Eu havia viajado para cá algumas vezes e amei o lugar[i], fiz novas amizades, sempre que podia voltava, até que me aposentei. Foi quando percebi que na grande cidade, fora da minha rotina de trabalho, da relação social que esse trabalho proporciona, eu ficava mais solitária do que em um lugar pequeno, onde todos se conhecem, muitos estão na mesma situação (longe de suas cidades e parentes) e, obviamente, a gente gasta muito menos.

Aluguei uma casa deliciosa, com jardim e quintal (onde plantei uma horta), estou criando um gatinho (presente de uma amiga), me locomovo em uma bike, ou melhor, em um triciclo, leio, escrevo, caminho pela praia e tomo banhos de mar. Uma amiga conseguiu um projetor e promove sessões de cinema em seu jardim; quando quero conversar, encontro as pessoas em algum bar ou restaurante.

Uma vez por mês (aproveitando alguma promoção de passagem aérea) vou a Belo Horizonte me “atualizar” e visitar a família, ou quando consigo algum trabalho temporário. Enfim, a essas alturas de minha vida, me dei de presente um “ano sabático”[ii], para ficar à toa, e sem culpa. Quem me conhece, por unanimidade, diz que eu estou muito bem, mas, o importante é que eu estou me sentindo muito bem e, para não perder o costume de viajar sozinha, em breve vou para a Sicília (na Itália).

                                                     

 

 

 



[i] Ver postagem sobre Santo André, na Bahia.
[ii] Expressão usada para se referir ao ano que uma pessoa tira sem trabalhar, especialmente no mundo acadêmico,

5 comentários:

  1. Olá,acabei de achar seu blog e já estou apaixonada pelas histórias e dicas,principalmente a de pedir um café e um licor.Em 2012 fiz minha primeira viagem sozinha e me descobri muito como mulher,foi uma experiência incrível e que pretendo repetir em 2014.

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  2. Olá Gisele!
    Que bacana esse post. Amei. Que leveza e que privilégio você se permitiu. Quando eu "crescer" também quero fazer isso...
    Curta muito mais esse momento querida.
    Bjoks no <3

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  3. GISELI
    VI SEU BLOG NO PROGRAMA DA ANA MARIA BRAGA E VIM VERIFICAR. VIAJEI SOZINHA PARA RÚSSIA E MÉXICO EM 2011 E PARA PARIS EM 2013. ACHO TRANQUILO, EMBORA SINTA FALTA DE CONVERSAR, GOSTO MUITO! ENTÃO USEI MAIS OS MEU SMARTPHONE. MAS, VIAJAR SÓ É TRANQUILO, BASTA VENCER O PRECONCEITO. VIVI EM PARIS JOVEM, TALVEZ ISSO TENHA ME DEIXADO DESCONTRAÍDA. LEGAL VOCÊ ENCORAJAR AS MULHERES A DESPRENDEREM AS AMARRAS. ISSO MUDA O MUNDO PARA NÓS! A PROPÓSITO TENHO 74ANOS. PRETENDO AGORA IR A PORTUGAL, TAMBÉM SÓ!

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    Respostas
    1. Oi Nati. Fui a Portugal em junho do ano passado, durante os jogos da Copa. Sozinhaaaa! Amei. Aluguei meu apartamento para 4 alemães e fui. Ainda dei sorte pra eles, né? kkkk
      Portugal é lindo e hospitaleiro. No hotel me recomendaram um guia chamado João. Lindo, simpático e ... inteligente pra caramba. Me explicou toda a história dos palácios, monumentos etc. Vale a pena ir e sozinha. No hotel peça um guia, não é muito caro, por volta de 70 euros você vai conhecer vários lugares por dia. Um beijo e boa viagem!

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  4. Olá! Adorei o blog, estou querendo ir à Portugal em outubro ou novembro, alguém que vá nessa época pra lá? Moro em Rio branco, Acre, meu contato 68 9224-7855, tenho whatsapp.

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